Há diferença entre um seguro para avião e um seguro para helicóptero?

Sim!

Há diferenças importantes e estruturais entre o seguro para aeronaves de asa fixa (aviões) e o seguro para aeronaves de asa rotativa (helicópteros).
Essas diferenças vão muito além do preço: envolvem perfil de risco, tipo de operação, exigências de pilotos, manutenção e cobertura securitária.

Agora que já temos a resposta, vamos entender mais sobre essas aeronaves e as principais diferenças entre elas.

Introdução: o que são aeronaves de asa fixa e asa rotativa

No universo aeronáutico existem dois grandes grupos de aeronaves:

  • Asa fixa: São os aviões, desde pequenos monomotores usados em aviação geral até jatos executivos e turboélices.
  • Asa rotativa: São os helicópteros, onde a sustentação é gerada por um ou mais rotores giratórios.

Embora ambos voem, suas características operacionais e os riscos associados às operações têm diferenças importantes, e isso se reflete diretamente no seguro aeronáutico que cada um deve contratar.

Antes de entrarmos nas diferenças…

É importante entender que no Brasil o seguro aeronáutico possui requisitos legais para garantir segurança ao operador, passageiros e terceiros.

Uma das coberturas obrigatórias é o Seguro de Responsabilidade Civil do Explorador ou Transportador Aéreo (RETA), exigido pelo Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei nº 7.565/1986) e normas da ANAC.
Este seguro cobre danos corporais e materiais causados a terceiros em ocorrências envolvendo a aeronave, tanto em solo quanto em voo.

Além do RETA, aeronaves podem (e geralmente devem) contratar coberturas adicionais como:

  • Seguro de Casco (protege danos físicos da aeronave),
  • Responsabilidade Civil à 2º risco (acima dos limites obrigatórios),
  • Coberturas especiais (guerra, sequestro, danos a equipamentos e mais).

Diferença entre seguro para Asa Fixa e Asa Rotativa

Embora a base legal seja a mesma (o RETA obrigatório e coberturas adicionais), o perfil de risco de operações com helicópteros e aviões é diferente, o que influencia como seguradoras avaliam, precificam e oferecem coberturas.
Veja os principais fatores:

Operações e perfil de risco

  • Aviões (asa fixa): Geralmente operam em rotas fixas e ambientes controlados (aeroportos e pistas homologadas) e passam a maior parte do tempo em voo de cruzeiro, que é a fase estatisticamente mais segura do voo, com o risco concentrado nas fases de decolagem e pouso.
  • Helicópteros (asa rotativa): São máquinas inerentemente mais complexas mecanicamente e operam em ambientes muito mais hostis. Os pousos podem ser em helipontos elevados, áreas urbanas densas, fazendas, acessos remotos, inspeções, resgates, voos a baixa altitude, além de manobras frequentes de subida/descida e pairar.

Esses fatores tornam as operações de helicópteros mais dinâmicas e, muitas vezes, com maior probabilidade de sinistros em situações de risco elevado (próximos ao solo e colisões com obstáculos).

Critérios de aceitação e precificação

Seguro para aeronaves de asa fixa:

  • O risco tende a ser mais estável, com histórico amplo de sinistros e dados atuariais robustos;
  • Geralmente representa menores taxas de sinistralidade comparado a helicópteros;
  • Pode haver uma faixa mais ampla de opções, dependendo do uso (privado, táxi aéreo, treinamento, etc.).

Seguro para aeronaves de asa rotativa:

  • As seguradoras costumam exigir experiência mínima de pilotos (tempo de voo específico em rotor-wing);
  • Avaliam tipo de operação (resgate, offshore, fotografia aérea, etc.), que pode aumentar o risco;
  • Prêmios e franquias podem ser mais altos em função de maior exposição operacional e potencial de danos.

Responsabilidade Civil (RETA e 2º risco)

A cobertura de Responsabilidade Civil protege contra danos a terceiros e passageiros.

  • Áreas Urbanas x Aeroportos: Um avião raramente voa baixo sobre centros urbanos, exceto em aproximações finais.
    Já o helicóptero é o veículo por excelência das grandes metrópoles.
  • Risco a Terceiros no Solo: O potencial de um helicóptero causar danos a terceiros no solo em uma área densamente povoada é estatisticamente maior.
    Por isso, na Dancor Seguros, frequentemente recomendamos limites de Responsabilidade Civil (LUC – Limite Único Combinado) para operadores de helicópteros urbanos.

Já a cobertura RETA, é comum para ambas (aviões e helicópteros) pois é obrigatória para todas as aeronaves registradas voando no Brasil.

Ela garante cobertura para danos corporais e materiais causados a terceiros em solo ou em voo.

Entretanto:

Aviões geralmente apresentam um perfil de dano mais previsível (por exemplo, desvios de rota, colisões em pista).

Helicópteros podem sofrer sinistros em voos de baixa altitude perto de estruturas civis, o que exige atenção especial nas cláusulas de responsabilidade.

Seguro de Casco / Hull Insurance

Embora ambos possam contratar seguro de casco contra danos físicos, há diferenças na modelagem de risco:

  • Para aviões, a estabilidade de operações e histórico de dados facilita a modelagem de cobertura de casco e eventuais franquias.
  • Para helicópteros, a variedade de manobras, operações críticas e superfícies móveis tornam a cobertura de casco um item mais específico, com critérios próprios estabelecidos pelas seguradoras.

Helicópteros possuem muito mais partes móveis críticas (rotores, caixas de transmissão, mastros) que têm vida útil rigorosamente controlada. Um incidente leve em um helicóptero pode exigir a substituição de componentes extremamente caros devido à sensibilidade de vibração, o que torna o custo de reparo proporcionalmente mais alto que o de um avião.

Exigências relacionadas ao piloto

  • Asa fixa: A seguradoras analisam horas totais de voo, horas no tipo da aeronave. Exigências costumam ser mais flexíveis conforme a categoria da aeronave.
  • Asa rotativa: Análise é muito mais rigorosa com horas totais em helicópteros, horas no modelo específico, histórico de treinamento recorrente. Pouca tolerância a pilotos com baixa experiência no tipo.

Observação:
Treinamento Recorrente: O ideal é que pilotos façam treinamentos em simuladores de alta fidelidade e cursos de segurança de voo, pois é um pré-requisito quase universal para manter as taxas de seguro competitivas em helicópteros.

Concluindo…

Seja você um proprietário de um Pilatus PC-12 ou de um Esquilo B3, a sua apólice não pode ser genérica!
O seguro aeronáutico deve ser moldado conforme a sua operação aérea e utilização privada.

Na Dancor Seguros, analisamos cada detalhe!
Nosso objetivo é garantir que, em caso de sinistro, você tenha a cobertura exata para recompor seu patrimônio e proteger suas responsabilidades.

Vai renovar seu seguro ou adquiriu uma nova aeronave?
Fale com quem entende de aviação de verdade.
A Dancor Seguros está pronta para desenhar a melhor solução para sua operação, seja ela de asa fixa ou rotativa.

➡ (21) 96401-2707 (RETA)
➡ (21) 96650-3029 (Casco)
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