Seguro Aeronáutico é custo ou investimento? Por que vale a pena contratar?
Existe uma pergunta que todo proprietário de aeronave ou gestor de aviação executiva precisa responder com honestidade: o seguro aeronáutico entra na sua planilha como custo ou como investimento?
A maioria responde: custo.
E essa resposta, aparentemente inofensiva, pode ser o começo de um problema muito maior.
O raciocínio que muda tudo
Imagine pagar R$ 10 mil dólares por ano por uma cobertura que te dá capacidade de responder por até 20 milhões de dólares em indenizações.
Quando você coloca esses números lado a lado, a lógica muda completamente.
Você não está pagando uma despesa. Você está transferindo um risco financeiro gigantesco para uma seguradora, e pagando uma fração mínima do valor que poderia ser exigido de você em caso de acidente.
Essa é a essência do seguro: não é o que você paga, é o que você deixa de pagar se algo der errado.
O seguro obrigatório não é suficiente (e o caso Boechat)
Em fevereiro de 2019, o jornalista Ricardo Boechat faleceu em um acidente aéreo com um helicóptero no estado de São Paulo. O caso ganhou enorme repercussão nacional e levantou um debate importante no setor aeronáutico.
Segundo especialistas do setor, a aeronave operava apenas com o seguro obrigatório (RETA). Para um profissional de alta visibilidade e com histórico de décadas de carreira na mídia brasileira, qual seria o valor justo de uma indenização? Certamente, em muito o limite mínimo estabelecido pelo seguro obrigatório.
Esse é o tipo de situação que evidencia, de forma concreta, o que os profissionais do setor chamam de “o barato que sai caro”.
O que o seguro obrigatório (RETA) cobre e o que ele não cobre
O Seguro RETA (Responsabilidade Civil do Explorador ou Transportador Aéreo) é obrigatório para todas as aeronaves que circulam no espaço aéreo brasileiro. No entanto, os valores mínimos estabelecidos por lei são, na visão de muitos especialistas do setor, insuficientes para cobrir os danos reais em acidentes que envolvam vítimas fatais ou de alto valor econômico.
Para operadores que prestam serviços a terceiros — táxi aéreo, aviação executiva, transporte fretado — a cobertura complementar por meio do LUC (Limite Único Combinado) é fundamental para garantir que, em caso de sinistro, a empresa tenha capacidade de indenizar os beneficiários das vítimas sem comprometer seu patrimônio.
Como incluir o seguro na sua planilha de forma inteligente
Sim, o seguro tem que entrar na planilha financeira. Mas ele deve entrar como um componente do custo operacional de cada voo, assim como combustível, manutenção e horas de piloto.
Quando você distribui o valor do prêmio pelo número de horas voadas ou de voos realizados, percebe que o custo por operação é pequeno diante da proteção que ele oferece.
A questão não é se você pode pagar o seguro. A questão é se você pode arcar com as consequências de não tê-lo.
Conclusão
Tratar o seguro aeronáutico como investimento não é uma mudança de linguagem, é uma mudança de mentalidade que pode determinar a sobrevivência da sua operação. Empresas que voam sabendo que têm cobertura adequada tomam decisões mais seguras, operam com mais credibilidade e dormem com mais tranquilidade.
A Dancor Seguros atua desde 1993 no mercado aeronáutico brasileiro, oferecendo soluções consultivas para proprietários de aeronaves, empresas de aviação executiva e operadores do setor.
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