O que esperar na Aviação Executiva em 2026?
A aviação executiva brasileira segue em trajetória de crescimento e consolidação, mesmo diante de desafios econômicos globais.
Em 2026, o setor deve se destacar ainda mais como solução estratégica para mobilidade corporativa, logística de alto padrão e otimização de tempo, fatores cada vez mais valorizados por empresas e indivíduos de alta renda.
Segundo dados da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil) e da ABAG (Associação Brasileira de Aviação Geral), o Brasil já possui a segunda maior frota de jatos executivos do mundo, ficando atrás apenas dos Estados Unidos.
Esse cenário cria um ambiente favorável para inovação, novos modelos de negócio e expansão de serviços.
Se você é um operador, investidor ou usuário do setor, entender as tendências da aviação executiva no Brasil para 2026 é fundamental para garantir eficiência operacional e vantagem competitiva.
Crescimento contínuo da frota executiva no Brasil
A frota de aeronaves executivas no Brasil mantém crescimento consistente ano após ano.
Esse avanço não está limitado apenas aos grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro, mas também a regiões estratégicas do agronegócio, mineração, energia e turismo de luxo.
Em 2026, a expectativa é de:
• Maior entrada de jatos leves, médios e helicópteros biturbina;
• Expansão do uso corporativo e familiar;
• Consolidação da aviação executiva como ferramenta de produtividade.
Esse movimento reforça a percepção da aeronave como ativo estratégico, e não apenas como item de luxo.
As viagens corporativas são o principal motor desse boom.
Espera-se um aquecimento recorde em 2026, com alta de 47% no volume de deslocamentos profissionais, impulsionado por setores como agronegócio, óleo e gás.
Empresas estão migrando de ferramentas virtuais para voos presenciais, priorizando eficiência e networking.
A Revolução da Mobilidade Aérea Urbana (eVTOLs)
2026 é o marco zero para a implementação prática dos eVTOLs (Electric Vertical Take-off and Landing), popularmente chamados de “carros voadores”.
Com a Eve Air Mobility (Embraer) liderando o setor, o Brasil se posiciona como um laboratório global para essa tecnologia.
• Infraestrutura de Vertiportos: A grande tendência é a conversão de helipontos subutilizados em vertiportos inteligentes, equipados com hubs de carregamento ultrarrápido.
• Democratização do Voo: Embora ainda focado no mercado premium, o custo operacional reduzido da propulsão elétrica promete, a longo prazo, tornar o deslocamento aéreo urbano mais acessível que o fretamento de helicópteros convencionais.
A Helisul, por exemplo, planeja operar 20 unidades da Eve (subsidiária da Embraer), revolucionando o transporte em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.
Esses “táxis aéreos” prometem voos rápidos e sustentáveis, integrando drones para logística e agricultura em regiões remotas.
Maturidade da Propriedade Compartilhada (RBAC 91-K)
A regulamentação da ANAC para a propriedade compartilhada de aeronaves atingiu sua maturidade plena.
Em 2026, a tendência é que a inteligência financeira supere o desejo pela posse integral.
• Otimização de ativos: Empresários estão percebendo que adquirir cotas de aeronaves oferece a mesma disponibilidade de um jato próprio, mas com uma fração dos custos fixos e sem as dores de cabeça da gestão de tripulação e manutenção.
• Novos players: Espera-se a entrada de novos operadores focados exclusivamente em aeronaves turboélice de última geração (como o King Air 260/360), ideais para o agronegócio e pistas não pavimentadas.
Entre os formatos em expansão estão:
• Propriedade fracionada;
• Programas de horas de voo;
• Assinaturas mensais;
• Compartilhamento de aeronaves;
Esses modelos reduzem custos fixos, eliminam complexidade operacional e atraem empresários que buscam eficiência sem imobilizar capital.
Sustentabilidade e o “Combustível do Futuro” (SAF)
O setor aéreo enfrenta uma pressão crescente por descarbonização.
Em 2026, o uso de SAF (Sustainable Aviation Fuel) deixa de ser uma opção ética para se tornar uma necessidade estratégica.
• Lei do Combustível do Futuro: O Brasil avança na produção nacional de SAF, utilizando sua vasta base de biomassa.
• Diferencial de ESG: Empresas de capital aberto que utilizam a aviação executiva passarão a exigir o uso de combustíveis sustentáveis para cumprir suas metas globais de emissão de carbono, influenciando diretamente o valor de revenda de aeronaves que não sejam compatíveis com misturas ricas de SAF.
Outras iniciativas incluem:
• Compensação de emissões de carbono
• Otimização de rotas e redução de consumo
• Aeronaves mais leves e eficientes
Além do impacto ambiental, essas práticas contribuem diretamente para a redução de custos operacionais e melhoria da imagem institucional.
Expansão dos hubs executivos regionais
O congestionamento dos grandes aeroportos comerciais (como Congonhas e Guarulhos) impulsionou a consolidação de aeroportos 100% dedicados à aviação executiva.
• Aeroportos Privados: O sucesso do São Paulo Catarina Aeroporto Executivo serviu de modelo para novos projetos no Centro-Oeste e no Nordeste.
• Interiorização: A força do agronegócio está criando “hubs de luxo” em cidades do interior, onde a infraestrutura de solo agora conta com lounges VIP, hangaragem de alto padrão e serviços de concierge, eliminando a necessidade de escalas em capitais.
Benefícios diretos:
• Conexão entre cidades sem voos regulares;
• Redução drástica de tempo de deslocamento;
• Estímulo ao desenvolvimento econômico local;
• Valorização de aeroportos regionais e executivos.
Esse cenário favorece operações de táxi aéreo, fretamento e helicópteros.
Conectividade Satelital de Baixa Órbita (Starlink Aviation)
A “zona morta” de produtividade durante o voo acabou.
A instalação de antenas de baixa latência tornou-se o upgrade número 1 em oficinas de manutenção em 2026.
• Escritório nas nuvens: A possibilidade de realizar videoconferências em 4K e gerenciar operações em tempo real via nuvem, mesmo a 41.000 pés, transformou o jato executivo em uma extensão física da sede da empresa.
• Segurança cibernética: Com a conectividade total, a segurança de dados a bordo torna-se uma nova prioridade para os departamentos de TI das corporações.
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